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Pesquisas - Artigos

A criança e a creche

Prevenção de doenças

Crianças e bebês que ficam em creches apresentam grande potencial para aquisição de doenças infecciosas. A prevenção e o controle das infecções estão diretamente relacionados com a higiene dos profissionais, instalações sanitárias do local, condições dos alimentos, idade das crianças número de crianças por profissional e qualidade das instalações da creche.

Por outro lado, deve ser exigido aos pais a atualização da carteira vacinal, exame médico para a avaliação do desenvolvimento, nutrição adequada e tratamento de doenças agudas.

Geralmente as crianças são agrupadas por idade; lactantes (nascimento até 1 ano), pré-escolar jovem (1 a 3 anos), pré-escolar (3 a 5 anos) e escolar (mais de 5 anos).

Creches que atendem bebês precisam de maior atenção no controle da infecções, pois eles usam fraldas, exploram o ambiente com a boca e tem contato com as suas secreções constantemente.

A transmissão dos germes pode ser feita pela via fecal/oral, via respiratória e contato cutâneo. Mais raramente, pelo contato com sangue e urina. Tais germes são bactérias, os vírus e os parasitas. A transmissão vai depender da íforça" desse germe, da saúde e imunidade dos integrantes da creche, além das características do ambiente, já descritas.

A conduta será o tratamento da criança doente e sua exclusão temporária do local, para ser evitado o contágio a outras crianças. Doenças brandas são as mais comuns entre elas. Sintomas respiratórios e gastrintestinais de pouca gravidade não impedem que a criança permaneça na creche, como nos resfriados. Já as doenças com alto risco de contágio como o sarampo, justificam a retirada da criança doente daquele local.

Procedimentos simples são de extrema importância. Imunização das crianças, limpeza rigorosa dos sanitários, lavagem das mãos (essa medida é a mais importante para a prevenção da infecção), limpeza do ambiente, higiene pessoal da equipe e das crianças e manipulação higiênica dos alimentos. A dispensa do funcionário doente, com risco de contágio, do local de trabalho também é necesséria.

Os pais devem sempre partilhar com a equipe da creche, informações sobre a saúde dos seus filhos.

A criança e a Creche II

As doenças mais comuns

Doenças respiratórias e intestinais de pouca gravidade são muito comuns entre as crianças, principalmente as que ficam em creche. Um fator muito importante para a ocorrência dessas doenças vem pelo fato de que os adultos e as crianças infectadas por vírus e bactérias, sem sintomas, podem transmitir esses microorganismos às outras pessoas.

Na creche, esses riscos são reduzidos seguindo as préticas de higiene e retirando temporariamente as crianças doentes do local, no caso das doenças serem altamente contagiosas.

Se a criança não consegue participar das atividades educativas, permanece com febre alta, chorando persistentemente, intensa falta de ar, os pais devem ser comunicado para que seja levado ao médico. A mesma atitude deve ser tomada no caso de diarréia intensa, vômitos, lesões avermelhadas na pele (como na Rubéola) e nas conjuntivites. Nos casos de Escabiose (Sarna), as crianças não devem permanecer na creche, por ser de altíssima produção.

As diarréias são causadas mais comumente pelo Rotavírus (vírus), Giárdia lamblia (verme) e Shigella (bactéria). O contato com as fezes é freqüente entre as crianças com até 3 anos de idade, porque não sabem ir ao banheiro sozinhas . os microorganismos capazes de causar essas doenças são disseminados por via fecal ou oral, ou indiretamente por brinquedos, outros objetos e alimentos. Por isso não é prudente a equipe da creche que troca as fraldas seja a mesma que cuida da alimentação das crianças.

O vírus de Hepatite A, o Rotavírus (vírus), Giárdia podem sobreviver nas superfícies dos objetos por período que variam de horas a semanas. O procedimento mais importante para minimizar estas transmissões esta na lavagem freqüente das mãos e na higienização do ambiente.

A criança com forte diarréia ou com icterícia (Hepatite), deve permanecer numa área sem contato com as outras criança até que os pais ou responsáveis venham buscá-la.

As doenças respiratórias incluem os vários vírus da gripe, o Haemophilus influenzae, a coqueluche e a tuberculose, essas duas últimas com menor incidência. Os vírus respiratórios podem favorecer surtos de entre as crianças das creches. A transmissão ocorre pelo ar, contato com secreção infectada, brinquedos e outros objetos. Aquelas que apresentam resfriado comum, asma moderada e otite não precisam ser isoladas, nem sair da creche.

A Meningite pode ocorrer em qualquer idade, mais as maiores taxas de incidência atingem as crianças com menos de 1 ano de idade.

Na Tuberculose o risco de contagem encontra-se no adulto e deve ser feito um teste cutâneo (Reação de Mantoux) antes de se r admitido na creche.

Como a transmissão de Haemophilus influenzae do tipo B é muito freqüente entre as crianças pequenas, principalmente as que tem menos de 2 anos, elas devem ser imunizadas com a vacina específica. Pelo mesmo motivo a vacina é importante no controle do Sarampo, Rubéola e Coqueluche.

Toda criança que freqüenta a creche deve ter sua carteira de vacinação atualizada.

 

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